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Love is not a feeling... It's strength.

Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

19º Capítulo - Promessa

Hey,

Nem sei se deva pedir desculpa.

Apetece-me apenas enfiar a cabeça na areia por tanta falta de inspiração, a tão longo prazo.

Obrigada a desde já a quem fica comigo sempre :) quer haja posts ou não, obrigada a quem irá comentar este post.

Recompensa é a imagem nova. Deu-me na cabeça :P

 

I've missed you all :)

 

Marii K.

 

 

XIX

 

 

 

O vento na rua soprava forte, um gelo percorria um passeio onde as pessoas andavam cuidadosamente, mas no entanto, tudo parecia calmo. Mas Tom ouvia tantos sons, tantas reacções, que a calma era a ultima coisa que o assombrava. A carta parecia pesar mais, parecia vibrar no seu bolso, querer saltar, impedi-lo de fazer algo estúpido. Olhou a cama feita, mas vincada pelo corpo de Alice, que tinha saído agora para ir buscar chocolate quente para os dois.

Teve então o instinto de abrir a carta, ver o seu conteúdo e tirar de um vez por todas aquele peso dos ombros, aquela preocupação e culpa. Porque no fundo, poderia ser algo simples, fácil de resolver, enquanto ele estava a fazer um bicho-de-sete-cabeças.

Olhou a porta, e a luz vermelha que indicava ele estar fechada. Tirou a carta para fora num suspiro e rasgou o envelope sem qualquer delicadeza. O conteúdo tinha várias texturas, e Tom tirou-as como um todo. Sentou-se na cama e começou por separar as várias partes.

Primeiramente olhou um recorte de revista, já conhecido. Aquele que levou Alice falar com ele pela primeira vez, aquele pedaço de papel que parecia ter determinado um destino. Agora de certa forma, agradecia a publicação da revista cor-de-rosa. Sorriu às memórias recentes, enquanto folheava o resto de recortes de revistas que lançavam o boato, e depois a confirmação do seu romance com Alice. Encontrou um fotografia de ambos, na noite do lançamento do filme, e essa guardou imediatamente no bolso, talvez com medo que lhe fugisse tal memória.

Estagnou então, numa notícia pequena, com um título que não anunciava Alice. “Tokio Hotel” era tudo o que dizia. Leu então que David já estava em vias de anunciar a tour pela Ásia. Viu datas que nunca tinha visto, viu nomes de cidades que não sonhava visitar, e viu um tempo escasso na sua frente. Como se de repente o tempo tivesse ganho mais seis pernas, correndo à sua frente e fugindo. Leu a notícia três vezes, reviu as datas, olhou para o relógio e viu o tempo que lhe restava. Engoliu em seco.

Olhou de novo para a porta, e decidiu continuar a vasculhar o envelope.

Encontrou uma superfície mais firme, e deu de caras com uma famosa fotografia de Liam Ackles, o guitarrista de Front Hell. Parou perplexo, tentando reflectir a razão da foto pairar ali. Olhou o verso e reconheceu um coração desenhado a caneta de feltro. Continuou até encontrar um outro envelope, de abertura fácil com o título Lufthansa. Não foi preciso ler mais. Encontrou uma única passagem para a Alemanha. Deitou-a ao seu lado, sem ligar às intenções do bilhete, e concentrou-se na última peça do conteúdo do grande envelope. Uma carta branca, escrita numa letra limpa.

 

Depois de arrumar todos os papéis, recortes, fotografias, e o bilhete; agarrou na sua mala de viagem e enfiou o envelope debaixo de uma pilha de roupa, suspirou, enquanto ainda ligava todos os elos entre as peças lá contidas.

A porta abriu-se e ouviu um som de Alice.

- Brrrr, está tanto frio lá fora! – Disse, pousando os copos de chocolate quente na mesa, e para despir o casaco.

- Eu disse-te que ia lá…

- Não faz mal - ela sorriu.

Agarrou nos copos e estendeu um deles a Tom. Sentou-se ao lado dele, beijou-o nos lábios e bebeu um gole.

- O que é que estiveste a fazer, enquanto saí?

- Oh, tu sabes… - parou – aproveitei, liguei ao Bill.

- Ah, ele está bom?

- Óptimo – sorriu.

- Então, e não há novidades nenhumas?

Tom olhou a mala, e bebeu um gole do chocolate quente. Fixou a namorada, e tentou parecer o mais convincente possível.

- Nada de especial – conseguiu.

Entrelaçou os dedos nos de Alice, bem gelados.

- Bem!, hoje não vamos mesmo sair daqui

- Por acaso… até me estava a apetecer passear agora. – Opinou Alice.

- Onde?

- Onde quiseres – Inclinou-se sobre Tom e pousou o copo no chão, agarrou no dele e fez o mesmo. Beijou-o lentamente e deitou-se sobre ele. – Temos de aproveitar.

Tom sorriu, e passou-lhe as dedos nos ombros agora descobertos, mil ideias na cabeça. Fixou os olhos de Alice, tão embevecido que fez Alice corar. Ele beijou-o novamente, mas puxou-o pela mão.

- Vá, vamos lá.

Ele levantou-se a custo e andou até à porta depois de ter vestido o casaco e colocado o gorro. Ajudou Alice a vestir o casaco também, e antes de sair, lançou um derradeiro olhar sobre a sua mala, verificando o segredo escondido.

 

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