Fics

Love is not a feeling... It's strength.

Sábado, 10 de Abril de 2010

6º Capítulo - Promessa

Liebes!

Tão bom o concerto god *.*

Foi totalmente diferente dos outros, não só o aspecto e as músicas mas também as sensações em mim. Foi diferente e gostei na mesma, tinha medo de me desiludir, tal como a estrelinha tinha, mas não aconteceu, eu achava-os perfeitos nem que estivessem pintados às bolinhas roxas. Só a voz do Tom deu-me vontade de chorar, o rapaz é DEMASIADO. Não consigo encontrar adjectivos para ele.

Estive com a minha maninha e a minha estrelinha, só por isso podia ser o melhor concerto. Dreams come true*

Agora, acerca da fic...esta semana foi a semana que menos dormi e estive em casa desde que nasci.

Desde dormir praticamente 4 horas durante todos os dias, a acordar ás 6 da manha para andar em Lisboa sozinha para ir para o ISCTE e chegar ás 21h a casa. Mas foi a melhor semana da minha vida, arquitectura vai ser vida! Nunca pensei um workshop mudar o meu pensamento como mudou. O ISCTE é simplesmente fantástico, e as pessoas de lá são tão divertidas e mesmo boas pessoas!

Estou completamente estoirada e a escola começa depois de amanhã, mas eu nem quero saber, foi mesmo "A SEMANA"

 

Agora, finalmente(!) a fic ;D

 

Beijinhos a todas e desculpem a demora,

Marii K.

 

 

VI

 

 

- Não era difícil – Disse Tom, estava prestes a carregar no botão da Coca-Cola quando olhou de novo para Alice – Queres alguma coisa?

Alice abanou a cabeça. Percorreu o corredor até perto dele, com os sapatos framboesa de saltos altos a chilrearem no chão.

- Então agora tratamo-nos por tu?

Tom olhou para ela, confuso.

- Tu trataste-me por tu…

- Eu sei, estava só a perguntar se estava bem para ti.

Tom encolheu os ombros, murmurando um ‘sim, está…’

Ouviam o barulho do palco a ser desmontado, era algo que quebrava aquele ténue silêncio entre eles.

- Vais ficar aqui por quanto tempo? – Perguntou Alice, encostada à parede.

- Vou para o hotel, daqui a pouco

Alice sorriu, colocou uma madeixa de cabelo atrás da orelha.

- Não era isso que queria dizer. Estava a dizer aqui, Nova Iorque.

- Ah… ham, apenas mais dois dias penso eu.

Algo caiu enquanto o palco estava a ser desmontado, fez um barulho ensurdecedor que assustou Alice, que depois sorriu nervosamente.

- Olha eu…tenho de ir lá para dentro – Tom apontou a sala onde estava o resto da banda.

- Claro, eu…  – Olhou uns momentos para Tom e depois deu um passo para trás – desculpa, não devia ter vindo. Até tenho de ir ter com o Richard e a minha mãe…

Arrastou um pouco o pé, sorriu e depois voltou costas e andou decidida até à porta.

Tom sentiu um peso nas pernas. Estava para entrar na sala, ou para ir atrás dela, mas não se movia. Olhou para a bebida e pousou-a em cima da máquina.

- Alice – chamou

Ela voltou-se, com um olhar meio parado. Aquele tipo de olhar que nos deixa espaço para pensar no que estamos a ver. Aquele tipo de olhar que de certo modo empenha esperança.

- Não queres vir comigo agora? Damos uma volta depois?

Ela agarrou a pequena mala que tinha com ambas as mãos e depois assentiu com a cabeça, um sorriso. Tom notou que algo estava diferente em Alice, estava menos séria, menos reticente, como se a nuvem que lhe pairava em cima tivesse desaparecido dos seus ombros, deixando entrar uma luz diferente, talvez mais brilhante e mais confiante.

- Claro – ela disse.

 

Quando entraram Bill limpava ainda o rosto com a toalha. Todos estavam cansados. Alice olhava em volta, atenta.

- Já tinhas estado num sítio assim? – Sussurrou-lhe Tom.

Alice abanou a cabeça, percorreu a sala devagar, quando Bill, Georg e Gustav ainda estavam de costas, no sofá, sem se aperceberem da sua presença. Chegou perto da mesa e passou os dedos pela guitarra acústica de Tom, puxou uma corta emitindo um ruído desafinado e sorriu.

- Tom, nós vamos para o hotel a seguir – informou Bill, ainda de costas e esticando os braços ao espreguiçar-se. – Trouxeste a minha Coca-Cola?

- Não – apenas respondeu ele.

Seguiu Alice olhou os dedos finos da rapariga pegar na palheta e rodá-la nos dedos.

- Porquê?! – Perguntou Bill mais alto.

Olhou para trás e abriu a boca, depois bateu no braço de Gustav que também de voltou.

- Eu vou sair – disse Tom, sem olhar nenhum membro da banda, mas sentiu os passos do irmão atrás de si, e sabia perfeitamente o que ele diria a seguir.

“Porque é que não me disseste que ela estava cá?!” – pensou, antes de Bill tornar a frase audível.

- Porque é que não me disseste que ela estava cá?!

Alice voltou-se e sorriu tímida, sem uma única palavra.

Mas Bill logo a colocou à vontade, sentou-a no sofá e interrogou-a sobre o concerto, sobre o trabalho, sobre os filmes, revelou o quanto gostava do seu trabalho. E Alice sempre retribuiu com um sorriso, uma conversa descontraída que Tom nunca julgara possível da primeira vez que tinha visto Alice, e o seu rosto inocente. Era como se as personagens altivas dos filmes estivessem concentradas ali, na sua frente, mas ao mesmo tempo era uma versão real, terra a terra. Que tranquilizava Tom, ao pensar que afinal Alice não era inalcançável.

 

 

I'm: So happy!I love you estrelinha
Song: Clint Michigan - Hawthorne to Hennepin


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