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Sábado, 27 de Março de 2010

38º Capítulo - Espera por Mim - Antepenúltimo

Hey :)

Como disse, a fic está mesmo a acabar.

E ainda bem, porque esta fic afecta-me nem sei porquê.

Obrigada Tom' Girl :)

 

Agora, pseudo-resumo:

 

O Bill é um rapaz pouco certo de si mesmo, namorava com Allison, uma rapariga de boas famílias e andava de costas voltadas ao irmão, pois apenas se centrava na namorada. Um dia isso muda, quando conhece Charlotte, uma rapariga mais nova, com muita atitude e personalidade. Charlotte desperta sentimentos de confiança em Bill e estes apaixonam-se quase de imediato. No entanto Bill, arrasta a sua relação com Allison, magoando Charlotte. Mas ainda a tempo, deixa Allison, quando não consegue tirar Charlotte da cabeça.

À medida que começa o namoro com Charlotte, os irmãos reconciliam-se sempre com a ajuda da rapariga.

Contudo, quando tudo aparenta estar bem, é descoberta uma doença rara em Charlotte, anemia de Fanconi que agora evolui para leucemia.

Charlotte está mais fraca e precisa deseperadamente de um transplante de medula óssea. Nem Bill nem o irmão, nem a familia de Charlotte são compativeis e a namorada de Tom decide tentar a sua sorte e testar a compatibilidade.

 

E pronto, o resumo está uma merda, mas vocês percebem a ideia, right? ;)

 

Beijinhos,

Marii K.

 

 

Capítulo 38

Voltas

 

 

Se o Mundo fosse um lugar fácil, não havia lugar para tantos sorrisos. As flores, as verduras, os prados, as árvores não iriam crescer, não havia lágrimas para os regarem.

 

- Bill, não é culpa tua – disse Tom.

A minha cabeça rodava. Castigava-me por apenas ter formado a uma esperança. E fiquei surpreendido, o meu coração nunca tinha funcionado assim. Com falta de esperança, de fé. O que havia então de eu sentir?

- Não é culpa tua – repetiu ele.

- Desculpa – disse Amy, com a voz dormente.

Agarrei a minha cabeça, deixei-a percorrer os contornos da minha cara para ter a certeza que ainda era eu, que esta realidade ainda era minha, e que não era apenas um fantasma preso no mundo. Toquei na parede, cravei as unhas na palma da minha mão até a sentir dormente. Queria sentir a mesma dor que tu, queria senti-la por ti.

- Bill…

- A culpa não é tua Amy – Respondi, talvez num tom mais brusco do que devia.

- Não é de ninguém – rematou Tom.

Ele levantou-se, dirigiu-se à recepção do hospital e colocou a mão no meu ombro.

- Não há mais visitas hoje, é melhor irmos.

Continuava a procurar sentimentos. Continuava a tentar descobrir o que era suposto eu sentir. Nos olhos de Tom encontrava a inveja dentro de mim, uma raiva latente por ele não sentir o mesmo afogo que eu. Uma pressão constante no meu peito também me dizia que estava a ser injusto. O que fazer?

Toquei no bolso das calças e senti o papel dobrado, queria mantê-lo ali mais tempo, mas agora tinha medo que esse tempo deixa-se de existir.

- Eu quero que ela vá para casa.

- Não podes fazer isso – replicou Tom

- De alguma maneira o irei fazer. Ela não vai ficar aqui, assim. Não vai.

 

 

Lembrava-me da primeira vez que tinha visto os teus olhos cinza. Do efeito que eles tinham sobre mim. Lembrei-me da maneira como coçavas o nariz, do teu sorriso de criança. E lembrei-te também dos teus olhos de lágrimas gordas que faziam morrer a tua aparência constantemente forte, lembrei-me que os vi pela vez quando te desiludi, quando a Allison ainda era parte da minha vida. E sem saber porquê, peguei no telefone e marquei o número de casa dela.

Tocou, tantas vezes quanto possível, e eu desisti. Deixei cair o telefone na cama e fui de novo para o hospital. Eram 4 da manhã, mas era como se o sono nunca tivesse passado por mim.

Sabias que eras especial no hospital? Que nem todos podiam ter alguém para os acompanhar de noite, mas a tua doença era rara, o teu tempo era escasso. Eras especial no hospital como sempre foste especial em qualquer lugar, ou situação. Eras especial em ti mesma.

Tinhas os olhos fechados, serenos, e vincados de negro. Por uns momentos pensava que já tinhas ido. Mas não ia deixar isso acontecer, agarrei-te na mão e sussurrei:

- Espera por mim Charlotte

Tu esperaste, agarraste-me também, e eu consegui ver de novo a cinza dos teus olhos.

- Desculpa ter-te acordado

- Não faz mal, estava à tua espera

Sorri.

- Vou-te tirar daqui Charlotte

- Eu amanhã posso sair do hospital a partir de amanhã, depois espero pelo dador. Ela vai aparecer Bill – asseguraste-me

- Eu sei

- Ele vai aparecer, e a anemia, a leucemia vai tudo ser passado. Ele vai aparecer – repetias

Beijei-te a testa, enquanto repetias as palavras, tantas vezes quando conseguias. Até colar os meus lábios nos teus e a sala ficar em puro silêncio.

- Amanhã vamos sair daqui os dois, vamos desaparecer.

Sorriste, tal como me lembrava, uma criança.

- Onde?

- É surpresa

 


publicado por Marii R. às 15:37

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abdominais:
De Tommazinha a 27 de Março de 2010 às 17:00
Aiiiii que saudades que tinha das tuas histórias!!!
Por momentos pensei que tinhas desistido do blog mas ainda bem que não porque, caso contrário, ficaria muito triste.
Mas se foi devido à escola, eu percebo =)

Em relação à fic.
A Charlotte não pode morrer Mariana.
Tens mesmo de arranjar aí qualquer pessoa compatível que possa dar a medula.
Tu deixas-nos aqui numa ânsia que não pode ser...
Vá, toca a escrever mais. Eu quero saber o que vai acontecer a seguir!!!!!

Bjão grande ;)


De ztiluak a 27 de Março de 2010 às 20:55
Játinha saudades tuas e da tua fic. Pensei que nao ias voltar.

Pensava que a Amy era compativel e que tudo ia ficar bem. Nao quero que ela morra, o Bill e ela tem de ficar juntos.

posta mais


De ∞ quinn a 27 de Março de 2010 às 21:53
Que saudades que já tinha da fiic :D
O Bill é um amor :')
Mais ^^
Beijinhos


De Tom'Girl a 28 de Março de 2010 às 12:26
Já tinha tantas saudades da tua fic e da tua maneira de escrever


Mariana ela não pode morrer

Posta mais por favor


De Melancia a 28 de Março de 2010 às 23:17
VOLTASTE!!!! I´m happyyy :)
Ja tinha saudade!

Amei o capitulo como sempre! O desespero de Bill é visível em todo o capitulo! Mais uma vez, amo a personagem do Tom. Sempre que ele aparece na fic, um sorriso planta-se na minha cara. Nao sei ao certo pq, mas amo a relacao de irmaos, a maneira como esta descrita na fic é simplesmente linda e bastante realista! Ah e ameiii a ultima cena com Charlotte! O modo como ela tenta esperançá-lo ao conver-se a si propria que tudo ira voltar ao normal está lindamente descrito! continua :D

kuss


De Maria a 2 de Abril de 2010 às 13:35
Hi sweety! :)
OMH, estou tão feliz por teres voltado a postar, tinha imensas saudades das tuas Fan Fictions! «3
Tenho esperança que haja um milagre e apareça um dador para lhe salvar a vida...o Bill precisa dela, tanto quanto ela precisa dele! =p
Beijinhos muito grandes, dear!
:D


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