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Domingo, 11 de Janeiro de 2009

One-shot - A Manhã em que Anoitece - 2ª parte

Hallo=).

OMG, vocês são tão, tão queridas =). Eu não sei o que dizer, mesmo.

Eu ainda não li fic nenhuma, sinto-me tão estupida...

Tive o dia todo fora ontem...e tenho estado a estudar geometria. Escrevi a one-shot porque tive assim uma súbita imaginação... gosto imenso dela..talvez achem pirosa xD não sei..digam-me a vossa opiniao.

Estou bem melhor muito obrigada queridas=).

Vou acabar as coisas de geometria e ler as vossas fics, o capítulo fica para amanha.

Beijinhooo@

 

P.S.: Miss you estrelinha :'(

 

A Manhã em que Anoitece - 2ª parte

 

 

Estendi o braço e segurei a sua mão. As suas mãos outrora delicadas desapareceram, deram lugar a uma pele seca e fria. O seu corpo tão débil, que deixavam apenas sobressair o vermelho-sangue dos seus lábios, os seus brilhantes olhos negros.
        As lágrimas soltavam-se dos meus olhos com facilidade, impossibilitando qualquer esforço de retenção.
        - Não chores Isabella.
        - Tu não mereces isto… – lancei-me nos seus braços e apertei-o. – Eu tenho de ficar contigo!
        A sua mão passou suavemente no me cabelo, não me respondeu, não reagiu a qualquer impulso.
        - Tu não podes… – as lágrimas sufocavam-me.
        - Shhh…
        Sossegava-me enquanto tentava acalmar as lágrimas. Olhei para ele e mordi o lábio inferior. Agarrei a sua mão com ambas as minhas palmas e pressionei-as contra a sua mão fria, tentando aquecê-la.
        - Eu estou bem. – A sua voz estremecia, retirando toda a credibilidade da frase.
        - Não estás Bill…
        - Tenho de estar. – Passou a mão pelo meu rosto, sem nunca sorrir. Não havia, realmente razões para isso.
        Calei-me e ouvi os passos do guarda. Soltei-me lentamente dele e olhei para o corredor, estava apenas a abrir outra cela, deixando sair um prisioneiro que corria velozmente pelo pavimento sujo, saindo porta fora para a liberdade.
        - Quem me dera que fosses tu… – suspirei e tapei os olhos com as mãos.
        Ele veio novamente ao meu encontro e envolveu-me nos seus braços. Beijou-me a cabeça e olhou-me seriamente.
        - Não te quero ver assim. Não podes estar assim percebes? – Pediu-me.
        - A vida é demasiado preciosa para ser levada assim.
        Encolhi-me no seu ombro e ouvi novamente os passos do guarda, desta vez, bem mais aproximados da sua cela.
        - Tenho de ir… – sussurrei, reprimindo mais umas vez as lágrimas.
        Andei vagarosamente até à porta e fui interrompida por ele.
        - Isabella! – Olhei para ele, os seus olhos eram como barragens, transbordando de piedade. – Porque não te despedes?
        - Eu não…
        Encostou os seus lábios frios e húmidos aos meus e disse ao meu ouvido:
        - Lembra-te de uma coisa: Prefiro mil vezes morrer, a nunca te ter conhecido.
        Nada consegui dizer, separei-me gradualmente, senti a sua mão limpar-me as lágrimas e fugi. Corri pelo longo corredor e fechei a porta de ferro com força, chorava contra o vento, sentindo as lágrimas tornar-se quase cubos de gelo. Corri até à cidade, até á praça onde se encontrava aquela monstruosa estrutura que iria retirar a vida ao meu amado. Olhei para a madeira molhada, para a corda a postos e vi uma pequena porta para a base da forca.
        Estava aberta, e eu entrei sem pensar, abriguei-me do frio e foi aí que adormeci, até ao amanhecer.
 
 
 
        Percorri a tão esperada praça, sem qualquer dignidade. Sinto-me nada mais do que o assassino de que fora acusado. Sobre o olhar carregado da população, que tentava punir o homicídio, de uma forma pública, de forma a humilhar ainda mais quem já tinha sofrido a agonia dos dias de espera até à morte.
        Observando o meu destino, consegui reparar que o carrasco já lá se encontrava, com o carapuço preto a tapar-lhe o rosto. Subi a escada em pura vergonha, escoltado por lanças e flechas. A população olhava atenta a cada reacção da minha parte.
        Quando subi para me colocarem a corda, talvez deveria ter gritado por ajuda, deveria debater-me contra ela, deveria rezar ou talvez fechar os olhos. Mas uma outra memória preocupou-me, procurei entre todo aquele povo, o meu anjo. Passei o olhar por todas as pessoas repetidamente, mas sem qualquer sucesso.
        “Ainda bem que não vês isto meu amor.” – Aliviei-me.
        Inspirei todo o ar que tinha e sussurrei as palavras que lhe tinha anteriormente dito: Prefiro mil vezes morrer, a nunca te ter conhecido.
        - Eu sei. – Ouvi uma voz familiar e a corda foi arrancada do meu pescoço. Senti-me puxado e corri a praça inteira, agarrado à sua mão. Passei pelas inúmeras pessoas presentes e de repente vi um risco cortar o ar, em direcção ao seu coração. A flecha fixou-se no seu peito e o seu corpo descaiu, largando a minha mão.
        Agarrei-a e gritei, retirei o capuz de carrasco da sua face e consegui ver um sorriso, ainda que com um ar sofredor.
        - Eu amo-te… – sorri entre lágrimas, enquanto agarrava o seu corpo inerte. As pessoas encontravam-se em silêncio.
        - Por amor… – disse ela o mais alto que conseguia, para todos a ouvirem. – Por amor, desonro o meu próprio nome.
        - Isabella. – Proferi eu. - Isabella Kaulitz, é quem tu és.
        - Esta manhã, a minha vida estava a escurecer. – Começou. - A luz Bill… a luz és tu. – Disse fraca.
        Senti o seu corpo desfalecer, com os lábios entreabertos.
        Inclinei-me sobre ela e beijei os seus lábios, ouvindo o passo dos guardas aproximarem-se. Senti o meu coração arrancado por um furacão.
        Uma pessoa normal teria ponderado na forma como iria morrer, pensaria se fugiria dali, se preferia morrer trespassado por uma seta, por uma lança, ou se preferia então caminhar novamente para a forca.
        Mas eu não era uma pessoa normal, eu era um coração apaixonado, e a única forma que me ocorreu foi morrer com ela junto de mim, com o seu sangue sobre o meu.
        - E esta foi a manhã em que anoiteceu. – Gritei sem medo, mas lágrimas de tristeza escorriam pelo meu rosto.
        Arranquei a flecha do seu coração e espetei-a no meu peito, sentindo o desfalecimento. Fechei os olhos e deixe-me recair sobre ela.
        Caminhei para a luz, e aí vi meu anjo.
        “Isabella, finalmente.” – Proferi em eco, sorrindo.
 
 
Fim

 

I'm: ocupada
Song: Love hurts=)

publicado por Marii R. às 18:01

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abdominais:
De Cris ♥ a 11 de Janeiro de 2009 às 18:40
Owas :)))
Omg.. eu.. nãoa credito que coisa tão linda tão sentida.. tão doce e romantica.. que foi capaz de me por em choro... T.T aserio.. eu que adoro e amo coisas romanticas que transbordem sentimentos.. pareçe que me sentia naquele lugar na pele deles e do seu amor. Aqui esta uma On shot que considero uma beleza sem outra igual.. digna de uma tragedia.. mas com um amor verdadeiro por detrás dela. Morreram eu sei mas ao menos morreram juntos.. juntos na vida juntos na morte.
Amei, não tenho mais palavras para descrever os meus sentimentos ao que escreves-te so te peso que fassas mais coisas assim lindas... porque mereçe toda a minha atenção !
Beijinhos @@


De Cris ♥ a 11 de Janeiro de 2009 às 18:41
Fuiii a primeiraaa wiww *-*


De Maria a 11 de Janeiro de 2009 às 18:48
Tenho muita pena que tenham morrido...mas ao menos ficaram juntos! AMEI muito esta One-Shot...Really! I love it!
O amor deles, OMG, é perfeito! ^^
POSta mais, sim querida?
Pleaseeeeeeeeeee!
kiss muito grande!
^^


De rutef_47 a 11 de Janeiro de 2009 às 19:06
que perfeição!!!!! oh meu deus como e que consegues???

bem ainda bem que estas melhor ...e assim amanha passo ca para ler o proximo capitulo da fic se publicares sim??

beijinhos...


De Caroll a 11 de Janeiro de 2009 às 20:23
Oh meu amor ='(

I miss you too!

Nao podes parar um bocadito o estudo? Só um bocadinho, para matar saudades?
Sinto que me roubaste parte do meu coraçao, e so mo dás quando falar contigo.
Sinto tanto mas tanto a tua falta. A minha vida monotona só e interrompida quando falo contigo, quando tenho uma razao para sorrir.

Tu és a minha razao de sorrir Mariana, nunca um sorriso conseguirá ser tao verdadeiro como o que eu esboço sempre que penso em ti. Estás no meu coraçao para todo o sempre, e tu sabes disso <3

Opa pareceu-me Romeu e Julieta, que maravilha =') A One-shot tá perfeita, como tu sabes,
Tu sabes sempre o que eu te digo, somos almas-gemeas, e nada nem ninguem pode mudar isso.

Amo-te <3


De Caroll a 11 de Janeiro de 2009 às 21:30
Desafiooooooo!

Cumpre-o sim?

http://textinhos_by_caroll.blogs.sapo.pt

Beijoca ^^


De nesa a 11 de Janeiro de 2009 às 21:30
Hallo :D

Tão linda esta one-shot *.*
Adorei, adorei mesmo....
Ficaram juntos...

Escreves mesmo muito bem ^^
Faz mais one-shot's assim pois eu adoro muito!

Muitos kussess =)


De Melancia a 11 de Janeiro de 2009 às 22:46
Marii...EU AMEI ESTA ONE-SHOT!!!TA LINDAAAAA...eu nem tenho palavras para descrever o q senti qd a li!!!!...é mesmo linda a sériu...por favor continua a escrever mais pq tu sim sabes escrever!!!...adoro todas as tuas fic´s e shot´s...e quero q continues a escrever mais mais...AMO!bj


De Joanne a 12 de Janeiro de 2009 às 00:08
Li as duas partes da on shot.
Não tenho palavras, está LINDA, PERFEITA.
Das melhores que já li até agora, se não a melhor mesmo!




De a 12 de Janeiro de 2009 às 21:26
GOSH!!! Está completamente lindaaaa!
=D
Amei mesmo!!
Escreves mesmo tão bem! Adoro mesmo o que escreves!! =D

Beijinhos*


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